quarta-feira, junho 18, 2008
Ó atesta aí.. ó pá... !!!!!!!!!

Ontem a a meio da tarde, já cansado de beber minis em frente à TV... é que ontem resolvi dar uma folga ao patrão... disse-lhe que tinha de ir a uma consulta... enfim... o costume... lololol... o mais engraçado é que ele acredita... lololol... bom... adiante... e disse prá Maria: “Vou ao Luso meter gasolina na Gertrudes... já volto!”. E ela respondeu: “Prontos... já percebi que não vens jantar... queres que te deixe um bocadito de feijoada para a ceia?”. “Não venho jantar????... Homessa... atão ainda é tão cedo???!!!!... mas prontos... já que sugeres que eu vá comer um petisco ao Aforim... aceito a sugestão”. Montei na Gertrudes, meti o “penico” na cabeça... e “Bay... Bay... Monte Novo”... parecia um filme de Felini.
Confesso que me dá um certo gozo assapar com a Gertrudes... quase a deitar-me nas curvas... e um peidito de vez em quando para imitar aqueles ordinários que compram motas “das” grandes, só para mandar ratteres... Ia eu completamente a fundo... a sério... quase a 70 Km/h quando... zás... semáforo vermelho... “ai o carago” pensei eu. Se não fosse um carro que estava atrás de mim, palavra que tinha passado na mesma porque eu não ligo nada a essa merda de semáforos... como toda a gente no Luso... mas prontos, como o gajo até podia ser da polícia deixei-me estar... divertindo-me com o acelerador... breeeeeeemmmmmmmm...breeeemmmmmmmm.... bremmmmmmmmm... brem... brem... brem...
Atão não é que eram praí um quarto para as seis e o sacana começa a buzinar ????... parece que é parvo... só por causa dessa merda ponho a Gertrudes no meio da estrada e faço de conta que sou daltónico... TOMA...
Lolololol... deixei-me estar mas entretanto, começaram a chegar mais carros já a buzinar... mau... isto já é provocação.... apeei-me da Gertrudes (mas deixei o motor a trabalhar não fosse ela adormecer), e dirigi-me ao primeiro carro: “Ó migo... você tá parvo ou quê... pare lá com isso...”. “Tou a protestar... é o buzinão!” respondeu o energumero. É claro que, buzinão ou buzininha, lá tive de lhe aquecer pêlo para que o homem parasse de me azucrinar os oubidos. Mas prontos... mais uma vez, umas galhetas bem assentes num, servem “tipo” injecção para outros... e lá pararam de buzinar.
Já tava vermelho outra vez, mas que se lixe, arranquei na mesma... e toca a assapar prás bombas... agora enriquecidas com uma tasca fixe e remodelada (ai... ai... Luso do meu coração...tantas tascas... que tentação... até rimei cúm carago)... completamente... “ó pá, atesta aí” disse eu... e o Turquês respondeu lá da esplanada: “se julgas que te vou leva as minis às bombas, podes esperar sentado...”. “ò pá tem calma... tou a falar pró gajo das bombas”, gritei eu. “Tem calma, que já aí vou” continuei.”São vinte Euros” disse o pobre gasolineiro do Luso. “Fosca-se???... parti alguma coisa???”, perguntei. “Não... são os novos preços”, retorquiu.
Não sei se por instinto ou reflexo... o que é certo é que me agarrei à buzina da Gertrudes com unhas e dentes... piiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii piiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii piiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii... fosca-se... é triste quando chegamos à conclusão que a nossa casaleira consegue beber mais do que o dono...
Entretanto, como o Sereno, o Cabana e o Horácio já tinham chegado... lá tivemos de nos debater com aqueles assuntos importantes tipo: “Ó pá... parece-me que esta mini não está suficientemente fresca!”.