quarta-feira, outubro 25, 2006
Douradinhos do Capitão do Norte

Tava o pessoal no Cain Caffé, porque o Salta tá de férias a gozar os rendimentos, quando entrou o Cabana visivelmente chateado... «Atão pá???... que se passa?» perguntei eu. «Já viram a última do Amo-te Luso?... aquela sobre a censura dos iranianos??» disse ele. «Claro pá... fui eu que a escrevi!» disse eu e continuei «E depois, não me digas que alguém foi a correr para enfiar novamente uma carapuça que não era para ninguém do Luso... como de costume... da-se, que já não há paciência... tenho mesmo que pôr legendas na mer** dos posts!». «Não é isso pá... é que olhei para todo aqule azul da foto e lembrei-me: porque raio de razão se chama lápis azul á censura em Portugal?» perguntou o Cabana. «Ás tantas não havia guito para mais... sabes que no tempo do António de Santa Comba era tudo contadinho... não havia guito para campos de golf e coiso... quanto mais para escolher a côr do lápis...lololol» disse o Sereno a gozar. «Não havia guito para essas merdas, mas a Junta de Turismo tinha dinheiro para fazer folhetos a sério... e o Bussaco estava limpo e arranjado e as termas e o termalismo funcionavam porque o estado comparticipava os tratamentos, etc... tá visto que tinham de poupar na côr do lápis!» explicou o Horácio. «Mas porque é que o lápis não era verde, amarelo ou vermelho???... porque é que tinha de ser azul??..» insistiu o Sereno. «Na volta o Zandinga - que ainda era vivo nessa altura - deve ter feito uma profecia do género: Algures no tempo, será necessário esconder informação através do azul sobre o branco... lololol» disse o Sereno. «Só pode ser!...lololol» disse eu. «Já tou mesmo a ver que vocês tão é a falar de uma cena com apitos... dourados de preferência...» disse o Horácio. «Não tarda nada, tão a dizer que para resolver os problemas do CDL, basta ir buscar aquele guarda redes português á Roménia.... é só esquemas malucos, pá!» concluiu o Sereno, a gozar como é habitual.